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01/09/2010
Mercado de motocicletas aquecido
Ed Alves

O veículo é a alternativa para fugir do trânsito intenso da cidade

 

Sulamita Rosa

 

Agilidade, facilidade de compra, baixo custo de combustível e manutenção são algumas das qualidades que consagraram as motos como preferidas quando se trata de automóveis. Segundo dados do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF), só nesse ano o número de motocicletas cresceu 10,9% em relação a 2009, totalizando cerca de 130 mil motos nas ruas da cidade. Em 2008, o número, cerca de 314,7 %, foi cinco vezes maior que o crescimento da frota de automóveis que registrou 60,7%.
Uma pesquisa do Sindicato dos Concessionários de Veículos do Distrito Federal (Sincodiv-DF) mostra que apenas no mês de julho a venda do veículo cresceu 11,42% o que representa um total de 1.512 novas motos em circulação. A pesquisa indicou também que o resultado de vendas obtidos em julho foi o melhor dos últimos sete anos. Atrás apenas dos números conquistados em julho de 2008, quando 2.361 motocicletas foram comercializadas; e em 2009, com 1.548.
O diretor de motocicletas do Sincodiv, Sérgio Morais, ressalta que o setor registrou uma alta de 4,3% no primeiro trimestre de 2010 e que as empresas do segmento aguardam boas expectativas durante todo ano. "Percebemos que as montadoras retomaram a produção, e a liberação do crédito por parte dos bancos vem ocorrendo de forma mais ágil. Portanto, temos motivos para acreditar que o segundo semestre será melhor que o primeiro", afirma.
Segundo a pesquisa, entre as marcas mais vendidas, a Honda continua com a liderança registrando 1.072 unidades vendidas; seguida pela Yamaha com 165; Suziki 72; Dafra 69 e por último a marca brasileira Kasinski 41 motos.  Segundo Higor Vilela, gerente de marketing da loja Freedom Honda, localizada no Setor de Indústrias e Abastecimento (SIA), o baixo custo de manutenção é um dos motivos para classificar a Honda como preferência . "A tecnologia, o baixo custo de manutenção e a confiabilidade de produtos da Honda também são outros fatores que valorizam os produtos da marca", diz. “As motos também são menos poluentes do que os carros e o gasto mensal com combustível é baixo. Para encher o tanque de 15 litros de uma Honda gasta-se em média R$ 40 reais para rodar em torno de 40 quilômetros por litro”, explica Vilela.
O diretor explica que modelos das linhas CG 125 Fan, CG 150 Fan ESI, com partida elétrica e injeção eletrônica, e a CG150 Titan, primeira moto bicombustível, são as mais procuradas. “Acredito que a venda de motos vão continuar crescendo no DF e o trânsito é uma das causas. Muitas pessoas estão deixando o carro em casa, e buscando a moto para fugir do trânsito. A pilotagem da mota de forma segura e consciente  traz muitos benefícios”, enfatiza Vilela.
Dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) mostram que o crescimento da venda de motos em julho, não é expressivo somente no DF, mas, em todo mercado brasileiro, quando foram vendidas o total de 19.180 motos, contra 17.841, em junho, o que significou uma alta de 7,5%.

 Acidentes
O Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) registra que a frota de motas vem crescendo significativamente nos últimos nove anos. Contudo, a maior preocupação o alto índice de acidentes de trânsito envolvendo motoqueiros. Conforme estatísticas de acidentes do Detran, de janeiro a maio desse ano foram registrados 73 acidentes fatais envolvendo motos nas vias do DF. De 2000 a 2009 o número cresceu 150%, em relação a acidentes com automóveis de passeio, ônibus e bicicletas, registrando 127 acidentes. De 2000 a 2008, foram registrados 1041 acidentes fatais. Em 2008 foram registrados 5790 vitimas de acidentes de motos com 135 mortes e 5655 feridos, dos quais, 62 ocorreram em vias urbanas; 49 em DF's e 22 em BR's. A maior parte dos acidentes aconteceram  em Ceilândia, seguido por Brasília e Taguatinga.
Segundo o gerente de fiscalização do Detran, Silvain Fonseca, a maioria dos acidentes ocorre por imprudência do condutor. "Dos acidentes, 70% foram ocasionados por influência do álcool e 40% não são habilitados", afirma Fonseca. De acordo com ele, 50% dos acidentes ocorrerem com motociclistas de 18 a 29 anos. "A motocicleta é a segunda maior frota do DF. Dos 85% dos veículos, 10% são motos. É o meio de transporte que mais cresce“, disse Fonseca.

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